Música sem DRM com email escondido!

“Oh! Steve, Steve… não havia necessidade,…” diria um uma personagem da TV portuguesa há alguns anos.

O acordo tão louvado entre a Apple e a EMI há algum tempo, de repente parece estar a transformar-se num desastre de relações públicas. A descoberta de que os ficheiros Fairplay-Free afinal não são tão livres assim, incluindo nos dados do ficheiro informação sobre quem comprou o ficheiro, incluindo o email. Ora mais uma vez não havia necessidade de tamanho disparate.

Com isto o iTunes Plus não passa de um engano. As pessoas vão-se sentir violadas nas sua privacidade e penso que pode ser um show-stopper para muitos que pensavam em utilizar o novo sistema de compras.

Eu sei que uma amiga minha gosta muito de uma dada música. Decido fazer-lhe uma surpresa, compro a música no iTunes e envio-lha por email. Ela pega nela e mete-a num P2P! O que me acontece?

1) A EMI pode vir atrás de mim para me processar.

2) O meu email é adicionado a uma base de dados por alguém do P2P e enchem-mo de Spam, para além de ficarem com alguns dados da minha conta no iTunes.

Ou seja, a inclusão de algum tipo de identificação do cliente no ficheiro áudio é mau, muito mau mesmo. É como se fossemos comprar um maço de tabaco e a tipa da tabacaria nos dissesse que tinha que meter o nosso número de contribuinte em cada uma das beatas!

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3 Respostas

  1. A meu ver, isto só é um disparate se a razão para se ser contra o DRM é para se poder partilhar música com os amigos, ou melhor, com o resto do mundo.

    Eu dou boas vindas à música sem DRM simplesmente para poder ouvir em qualquer dispositivo que eu possua, não para andar a redistribuí-la.

    Se isso acontecer, da tua amiga, depois explicas isso ao juíz. :P hehe

    Small price to pay, I’d say.

  2. Há DRM voçês reclamam.
    Não há DRM voçês reclamam.

    ps: Dá à tua amiga um iTunes Gift Card e tens o problema resolvido. Mas isso é simples de mais e não dá para pegar com o DRM não é ? ;-)

  3. … assim de repente, “choca-me” se é facto que isso não é referido em lado algum ao consumidor. Pensando melhor, chego à conclusão que estão a adoptar à música aquilo que fazem no software, com o registo que geralmente está associado ao sw proprietário. Fica lá “meio metido” o nosso registo. Não é para ser partilhado. É legítimo ? Talvez sim, porque não… ?

    Agora, as coisas devem ser feitas às claras, algo que pelos vistos não aconteceu. Aproveitam-se da visibilidade que dá *só* referir “non-DRMic”, e deixam que as “condições” apareçam depois, com danos colaterais inferiores e calculados. Aposto que muitos consumidores (dos bem intencionados) que a vão comprar, mesmo mais cara, preferiam saber isso logo à partida. E com razão. Passariam até a proteger mais a “sua” música. Eu fá-lo-ia.

    Contra jogadas menos claras, continuo sempre a dizer, blame the artists too! As editoras são o middle man. Estão lá para ganhar o $$$. São contratadas para isso. Blame the artists too, i say. Lot’s and lot’s of small record lables present no DRM.

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