Performance no Java

Todos desejamos performance nas nossas aplicações. No Java e apesar de alguns dizerem que é mais rápido que C++ isto nem sempre é verdade, mas vou falar disso noutra altura. Hoje o que queria colocar aqui é uma ajuda para quem tem que trabalhar com Java. Em vez de correr a JVM client o melhor para performance é mesmo correr a JVM server. Para isso terá que utilizar o terminal e correr os programas da seguinte forma:

java -server -jar programa.jar

Ora para não ter que andar sempre a adicionar -server no terminal, o melhor é colocar o -server como default. Para isso basta editar o ficheiro jvm.cfg (que é um ficheiro de texto simples) e onde está:

-client KNOWN
-server KNOWN

é só trocar a ordem para:

-server KNOWN
-client KNOWN

Assim tudo o que for java vai correr na JVM server e só se chamarmos explicitamente a versão client é que será corrida aí.

Ganhos de performance? Sim bastante notáveis. Estive a experimentar calcular uma série de Fibonacci e posso dizer que o tempo de execução foi em média:

-client: 540ms
-server: 397ms

o que dá para o mesmo programa um ganho de 143ms ou cerca de 26%, nada mau. O downside? Tradicionalmente o JVM -server demora um pouco mais a arrancar e come mais memória, mas se depois se tornar mais rápido… para quê queixarmo-nos…

no Mac OS X Tiger o jvm.cfg está em
/System/Library/Frameworks/JavaVM.framework/Versions/1.5.0/Home/lib/jvm.cfg

Bem, por curiosidade o mesmo cálculo em C sem optimizações demorou 810ms e com optimizações -O3 cerca de 260ms. Mas como disse estas discussões são para outra altura.

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Speedtest Kanguru Lagos

Estou em Lagos e depois de apenas com o software da TMN ter conseguido por o Kanguru a funcionar no Macbook (optimus nada, vodafone nada), cá fica o obrigatório teste de velocidade… Ah, o serviço contratado é de 3,6 Mb/s

A triste Europa e a UE-AAA

Ao ler a notícia de que o presidente do Zimbabwe vem à cimeira UE-África não posso deixar de fazer um reparo.

A Europa tem ainda manias colonialistas e alvoroçou-se com a ideia de organizar uma conferência UE-África, mas depois queria escolher à la Carte até que se lembrou que já não era imperatriz do continente africano. Porra, alguém que avise os governantes europeus que o seu quintal é mais pequeno que o seu ego.

Com isto não quero dizer que ache o senhor Mugabe o que quer que seja. Atenção que eu não estou a defender o senhor Mugabe. Agora se ele é presidente de um país africano não há conferências UE-Africa sem todos estarem presentes e isto inclui mesmo aqueles com quem não concordamos. Ou então andaremos a fazer conferências UE-AAA (Alguns Amigos Africanos).

Hm? Mas afinal não era isto que o Sócrates estava a pensar quando falou numa Conferência UE-África?

Nikon D80

D80 Unboxing 4

Decidi-me! Não estive para esperar por um hipotético upgrade à Nikon D80 que deve só acontecer durante o próximo ano, porque a Nikon agora está às voltas com a promoção da D300 e D3 e não vai querer afectar as vendas da D300 com uma nova DX0…

O que interessa é que agora esta é a minha nova companheira… A minha Canon G5 segue para a minha irmã que lhe vai dar certamente muito bom uso.

Como? diga lá outra vez…

Parece que é preciso andar na universidade para entender o que escrevo por aqui. Sim, sim… mas será que é por isto ser escrito em Português em vez de “Americano”?

Tenho que me deixar destes Quizes…

Asus eee PC

Enquanto o Asus Eee PC não chega a Portugal (e não se faz a mínima ideia de quando chegará) vai-se lendo as experiências de alguns utilizadores com o EeePC.

Eu sou fanático por computadores de tamanho pequeno. O tempo de carregar computadores com 3 Kg com ecrãs do tamanho do meu televisor já passou. Por isso este Asus parece-me tão apetecível (se tivesse um monitor de 10″ em vez de 7″ ainda seria melhor.)

Contudo não posso deixar de ficar preocupado com a violação da GPL por parte da Asus e com a parvoíce de bloquearem a possibilidade de upgrade da memória do Eee PC por parte do utilizador. Esperemos que isto possa ser corrigido brevemente.

Jorge Palma esgotado.

Tenho que começar por dizer que gosto muito do Jorge Palma e é naturalmente com muita curiosidade que segui o estrondoso sucesso que ele parece estar a ter no Youtube com o vídeo do último trabalho, mas honestamente… (ou)vi o tema e quase que já estou como o rei de Espanha: Porque não “os” calas? Ou no caso do vídeo “mandas àquela parte que eu cá sei.”

O Jorge Palma é um sobrevivente, é indiscutível, e fez pela vida como ninguém. Contudo este vídeo apesar de meio milhão de visualizações é uma verdadeira tristeza. O Jorge não se importa, mas pessoalmente não suporto aquele desfilar de músicos nacionais, como se prestassem uma homenagem póstuma. O Jorge Palma está vivo e bem vivo. Aliás, a forma como o vídeo é filmado, com a forma como o Rui Reininho é colocado no final e com aquela metáfora Pessoana. É pá, tomara o Jorge Palma ser o Fernando Pessoa em dia mau e tomara o Rui Reininho chegar aos calcanhares do Jorge Palma depois de uma valente cadela.

Pessoalmente não gostei. Percebe-se que este tipo de “homenagens” são feitas porque as produtoras exigem, porque é uma forma de vender música em Portugal e também porque o Jorge Palma não se importa com isto porque se está a cagar para eles todos. O Jorge Palma tem um pouco a mania de ser o Charles Bukowski nacional. Não se importa de fazer o que as editoras mandam para promover o seu trabalho e a sua música. Sim, acho que é um bocado um vendido. Mas na sua perspectiva é-o conscientemente porque no fundo acha que se está a marimbar para eles. (Mas estará?)

Houve um dia há uns anos que estava num shopping da zona de Lisboa quando às 6 da tarde vi que o Jorge Palma ia dar um concerto mesmo ali, no meio da zona de comes e bebes. Tinham instalado um piano e uma zona de mesas “vips”. Fui dar uma volta e quando voltei já o concerto estava a meio, quase no fim… foi coisa de menos de 1 hora. O Jorge estava um pouco acelerado, mas divertido com a sua música. Seria a única coisa que lhe interessava. Mas aquela figura de pateta alegre a tocar sucessos do passado no meio de comes e bebes de um shopping foi a gota de água. Era o Jorge Palma a sobreviver da pior maneira. Quando por fim fez os dois encores obrigatórios, foi finalmente levados por quem o andaria na altura a explorar. Se calhar os mesmos que agora o sentaram à mesa da falsa Brasileira e meteram os súbditos a prestar vassalagem.

Continuo a gostar do Jorge Palma, contudo não tenho paciência para todo o mercantilismo e do culto da pessoa que ele se deixou rodear nos últimos anos. Não interessa. Ele ainda vai nos enterrar a todos e a sorrir ainda por cima.