Ainda sobre o trânsito

Ontem falei aqui da proposta de de se colocar autocolantes nos carros das pessoas. Medida que parece ser mais uma forma de mostrar serviço sem afectar verdadeiramente a vida das mesmas e de dar dinheiro a uma empresa de algum amigo de alguém do governo pelo estudo. Mas para ironia no mesmo dia aconteceu um acidente gravíssimo junto aos barcos no Terreiro do Paço.

Naturalmente hoje o público faz notícia do mesmo e não pude deixar de reparar numa caixa de destaque em que se diz que uma forma de garantir a segurança dos peões é criar zonas de 30km/h e mexer nos sistemas de semáforos. Ora, 30km/h? e porque não 25? ou 10? Aliás, seja 30 km/h ou 90 km/h o que é que interessa se o condutor não os respeitar? O acidente de ontem aconteceu porque a condutora não respeitou as condições de circulação para a zona, logo de que adiantava a proibição de 30Km/h?

Embora não goste da ideia, a meu ver a única solução para locais sensíveis passa por aquilo que os brasileiros tem e abusam nas suas estradas. Os chamados quebra mola, em locais de muitos peões como o do terreiro do paço onde aconteceu este acidente, seriam eficazes. É um sistema de lombas que efectivamente obriga a reduzir a velocidade e permitiria evitar esta demagogia do “agora alteram-se os limites” que na prática não impede que eu ande a 130 km/h naquela avenida e que continuemos a ter estas notícias nos jornais.

Ainda sobre o trânsito

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2 Respostas

  1. Caro David Rodrigues,
    de facto a única coisa que tem que mudar são as mentalidades rudes e inocentes(?) da nossa sociedade.
    Deparei-me recentemente com um sentimento engraçado relativamente aos “quebra mola”.
    Vivo em Gondomar e algumas das vias com mais movimento estão equipadas com lombas (chatas, entediantes, e só me apetece partir tudo quando passo por elas).
    No entanto, recentemente grande parte delas foram removidas (acho que só ficaram numa via e porque são de alcatrão, não daquelas de plastico). Não sei o que se passou, se alguns “poderosos” mexeram os cordelinhos com base num argumento jurídico que por aí circula, ou se foi bom senso do Major!
    O que é certo, é que ao passar agora pelas vias sem lombas, recordo-me da ira com que ficava e de quão bom é passar sem empecilhos, e por isso respeito os limites e vou até mais atento, na tentativa de mostrar a peões e outros veículos que não são necessárias lombas definitivas para nada.
    Resumindo, a minha ideia ficaria por colocar lombas das piores que se encontrem, e passadas umas semanas, removê-las, mas de forma a ficarem as marcas e o picotado das mesmas no pavimento, para sentirmos que já ali estiveram, e que agora já não são precisas, mas tendo em mente que caso abusassem, lá voltariam mais uns tempos até perceberem a ideia.
    Acho que um pouco mais de atenção a estas vias problemáticas por parte das autoridades evitaria males maiores.
    Tenho dito!
    Cmptos.
    PS-tenho saudades do sixhat agridoce :(

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