Microsoft? Who Cares?

Primeiro que tudo, queria desejar um excelente 2008 a todos os que passam por aqui.

Agora a previsão / provocação que justifica o título do post.

Durante o ano de 2007 verificou-se que cada vez menos as pessoas se preocupam com o que a Microsoft faz.

O Vista não fez mexer as pessoas e verificou-se que muitos ainda preferem o Windows XP à nova versão do sistema operativo da Microsoft. A Apple por outro lado apresentou em Dezembro 7,3 % de quota de mercado dos sistemas operativos quando há muito pouco tempo tinha pouco menos que 3%. Talvez a previsão de atingir os 10% em 2008 seja afinal possível… Vamos esperar para ver, mas a verdade é que cada vez mais parece que a Apple está a ganhar tracção… ao passo que do lado da Microsoft…

Em termos de estratégia há algo que ambas as companhias tentam mas estão a conseguir fazer de forma diferente. Enquanto a Apple fez o iTunes e consegui espetá-lo no Desktop dos utilizadores de PCs, por causa do iPod, a Microsoft não consegue o mesmo com o Windows Media Player para Mac, mantendo o Zune fora do mundo Apple. É uma estratégia que está a dar frutos para a Apple e a manter Zunes na prateleira.

A Microsoft teve ainda ter que responder a outros competidores. O Google com o Android vai ser uma verdadeira dor de cabeça que se vai juntar ao iPhone e ao Symbian e à RIM nos sistemas operativos móveis que estão a lutar contra o Windows Mobile. Conseguirá a Microsoft inovar o WM de forma a dar luta a sistemas operativos diferentes com mais capacidade de mudar e adaptar que o gigante de Redmond?

Por causa destas coisas, cada vez mais se fica com a sensação que a Microsoft está a perder a capacidade de ser uma empresa interessante. Os seus produtos parecem ter saído de uma série dos anos 50 comparada com o filme Matrix e cada vez mais as pessoas parecem deixar de se interessar com o que eles fazem simplesmente por a meu ver, a empresa já não tem elan, impõe soluções ao cliente que não são as que o seu cliente precisa, mas antes aquelas que a indústria da música ou cinema quer, e considera vasculhar o que existe no seu computador como uma serviço muito útil para si. Para além disso a corrupção de que foi acusada na altura da aprovação do pseudo-standar OOXML para documentos de Office, mostram uma empresa que procurar garantir a sua existência a todo o custo, algo que não é do agrado do público.

A empresa está numa encruzilhada agora que Bill Gates se prepara para sair da empresa (pelo menos com funções oficiais importantes). Ou procura agradar às corporações e se afasta do público que a suportou durante anos, ou então chateia o establishment e procura agradar o público geral (algo que não sabe fazer muito bem) e arrisca-se a deixar portas abertas no mercado empresarial para a Apple, Sun ou Linux… A Microsoft é assim neste momento um dilema tal o seu tamanho e vontade de participar em todas as áreas de negócio. Com tanta generalização a empresa tornou-se na GM da informática deixando abertas portas a empresas mais pequenas e interessantes que vão aproveitar todas as gaffes para roubar clientes.

Isto leva a que a cada novo press release sejam mais os que não se importam como o que a Microsoft faz. Who Cares? O RESTO da mundo é muito mais divertido.

3 Respostas

  1. E o mercado do servidores a crescer para o lado da microsoft?

  2. Paulo,

    Isso ainda é mera conspiração. O sector das TI continua a crescer, pelo que crescerão todos. Enquanto as estatísticas da Microsoft são divulgadas, muitas instalações de Linux são feitas sem que ninguém tenha conhecimento disso. De grosso modo, só são feitas estatísticas de SuSE e Redhat, pois são as únicas empresas com uma versão comercial. E Debian, Ubuntu, entre outros? Eu tenho servidores a correr Debian que não constam para estatística nenhuma — se tivesse comprado uma cópia do Windows Server 2003, já contaria para as estatísticas.

    De resto, Windows só se for mesmo, mesmo (mesmo!) necessário.

  3. Parece-me que a resposta mais acertada para o caro Paulo Abreu é a mesma do título do artigo:
    “Microsoft? Who cares?”

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