Afinal não é a CGTP, é o Público!

Já se percebeu que neste país quem disser o que pensa se arrisca a levar com um processo em cima daquele que diz ser o nosso Primeiro Ministro, principalmente se se tratar de uma conversa dentro de um edifício público.

Também já se percebeu que a CGTP é uma central sindical cheia de dinheiro e de bons pulmões, porque segundo aquele que diz ser nosso Primeiro Ministro, eles estão em toda a parte e onde quer que ele vá eles estão e assobiam.

Agora este fim de semana ficamos a saber que afinal aquele que diz que é o nosso Primeiro Ministro voltou com a palavra atrás e afinal não é a CGTP que anda atrás dele pelo país inteiro: Pelos vistos é o jornal Público. Esse sim, o verdadeiro inimigo do bom jornalismo e o autor de uma campanha que visa denegrir a imagem daquele que diz ser o Primeiro Ministro.

Aliás o “que já não passa despercebido a ninguém” é que este senhor que diz que é Primeiro Ministro, recorre sistematicamente ao insulto e ao ataque quando é confrontado com factos que não pode escamotear.

Primeiro o Charrua, depois a CGTP, agora o Público… já para não falar de todos os deputados da assembleia da república que sem excepção foram presenteados com a digníssima forma de estar na política do senhor que diz que é Primeiro Ministro.

Mas que o senhor que diz que é Primeiro Ministro ataque o jornal Público porque não gosta do que o jornal Público diz, é muito natural e aceitável. O que não é aceitável é o senhor que diz que é Primeiro Ministro continuar a não ter vergonha da forma como faz as coisas, de dar o dito por não dito, assinar aquelas monstruosidades urbanísticas, e não ter sequer a coragem de pedir desculpa pelo que fez… e como o fez. Só isso chegaria em qualquer parte do mundo, mas aqui não… foi o Público que o obrigou a assinar aqueles projectos…

Mas o facto do senhor que diz que é Primeiro Ministro não pedir nunca desculpa pelos seus erros e mentiras é algo “que já não passa despercebido a ninguém“.

3 Respostas

  1. Com estes mamarrachos, faz ele muito bem em didicar-as à politica ( não que por aí faça algo de melhor.)

  2. Boa forma de discursar com desdém contra o desdém do primeiro ministro. :) Pareces também o Sócrates a falar. Pareces autorizado portanto :)

  3. Realmente o Sócrates assinar projectos em 1980 (6 anos após a revolução) é mesmo grave para o país, ou não!

    Primeiro, levantaram dúvidas acerca da sua licenciatura (ironias das ironias, agoram entram em contradição…) e agora vêm com este caso mesquinha.

    O problema é que o Público já não é um jornal de referência, e tem de vender jornais para acumular os prejuizos acumulados, e mais importante, agradar ao patrão SONAE, a quem o Estado via CGD não quis vender a PT.

    Pena que algumas mentes não tenham capacidade para distinguir as coisas….

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