OpenKomodo: Editor de texto para Mac, Linux e Win

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No mac normalmente utilizo o TextMate para editar desde Javascript a Matlab, passando por python, php, java, etc… quando estou em linux normalmente utilizo o vim.

No entanto ultimamente tenho vindo a experimentar o OpenKomodo ou mais conhecido por KomodoEdit e posso dizer que me tem convencido, principalmente para editar python, onde as funcionalidades de autocomplete e inteligent completion estão realmente muito boas. Para além do mais o Komodo existe para Linux, Mac e Windows pelo que independentemente da plataforma onde estiver a trabalhar pode ter o mesmo ambiente.

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Linux para mulheres?

laggos_273181332504.jpgParece que está a surgir uma discussão acesa sobre a necessidade de criar uma distro de linux dedicada somente a mulheres. Não consigo imaginar como poderia tal ter sucesso num mundo em que as opções pessoais sobre o linux são tantas que esta divisão homem / mulher seria simplesmente ridícula por apresentar poucas alternativas. Em todo o caso os artigos podem ser vistos aqui:

GNU/Linux distro for women? Why not?

Linux distro for women? Thanks, but no thanks

Numa altura em que há mais distros que opiniões, acham que vale a pena haver uma dedicada apenas às mulheres?

Lenovo: Qual o linux que queres no Thinkpad?

Depois da Dell, agora é a vez da Lenovo lançar um questionário para determinar qual o linux preferido pelos utilizadores para pré-instalar no seu Thinkpad.

Este tipo de aproximação ao públco em geral, de uma companhia como a Lenovo, que sempre este mais interessada em agradar ao mercado empresarial, é bem vinda e mostra que cada vez mais há uma crescente preocupação da indústria em ouvir o seus clientes, percebendo cada vez mais que há um mercado que não está interessado em soluções proprietárias e que está a crescer a cada instante.

Apple is the New Microsoft

PC World – It’s Official: Apple is the New Microsoft: Ten years ago, Microsoft was the company everyone loved to hate.

A PC World é conhecida cpor ser Pró-Microsoft pelo que este artigo tem o tom típico de quem acompanha a revista, mas contudo não deixa de tocar em alguns pontos essênciais nomeadamente no comportamento da Apple no mercado da música digital com o iTunes e os respectivos iPods.

Uma questão que me ocorreu quando lia o artigo foi da posição do open-source e do linux em particular no futuro. Houve um altura que o seu desenvolvimento era catapultado pelo bug número 1, e pela necessidade de criar um software que fosse melhor para que o da Microsoft para atrair utilizadores a um OS que não tinha o dinheiro para gastar em publicidade ou promoções. Será que com o crescimento da Apple será a altura da bitola de comparação e de auto-exigência por parte do mundo open-source se transferir da Microsoft para Apple? Estará na altura de registar o Bug número 2?

Microsoft Office 2008 Atrasado até Janeiro de 2008

Microsoft Office 2008 Delayed Until January 2008: “Microsoft announced that Office 2008 for the Mac will be delayed until January of 2008.

Despite its name, the newest version of Microsoft Office was due for the Mac in ‘the second half of 2007.’ Lingering bugs were cited as the reason…”

(Via MacRumors : Mac News and Rumors.)

Já começa a ser uma verdade que ninguém consegue manter um prazo de lançamento para software. O Vista foi o que foi, o Leopard idem aspas aspas, o Office 2008, só em 2008 e até o iLife parece ir saltar a versão 07. Por outro lado o modelo de releases cíclicas do Ubuntu (de 6 em 6 meses) e de outras distribuições linux parece que ainda é o mais regular que se vai conseguindo ter no mundo do software.

Cada vez mais, esperar que os prazos sejam cumpridos no mundo do software comercial parece ser uma coisa de masoquistas.

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Apple compra CUPS

Parece ser a notícia que corre todos os sites relacionados com a apple neste fim de tarde. A apple comprou o CUPS. Para quem não sabe, o CUPS é o Common UNIX Printing System que era inclusive utilizado pela apple no MacOSX para gerir a impressão de documentos, para além de ser o sistema “standard” no mundo do Linux. 
Até agora o CUPS era desenvolvido por Michael R Seet o seu criador. A venda do código à apple vai levá-o também a trabalhar para a empresa do Steve Jobs. Segundo o próprio Mike, vai continuar a desenvolver o CUPS em Cupertino que continuará a ser distribuido sob a licença GPL2/LGPL2.
Ainda é cedo para ver como a comunidade open source vai reagir, sabendo a forma como a Apple costuma ser pouco simpática (no mínimo) em retribuir para a comunidade o que desenvolve internamente, mas presumo que nos próximos dias haja alguns descontentamentos.

Dividindo para conquistar

Recentemente a Microsoft estabeleceu acordos de protecção de patentes com a Novell, Xandros e Linspire. Acordos esses que foram muito publicitados e que envolvem a protecção dos seus clientes contra a violação de patentes que eventualmente a Microsoft possa possuir sobre as tecnologias utilizadas. Ora a Microsoft pelo seu cão de fila, Steve Balmer, veio também dizer recentemente que o linux infringia uma enormidade de patentes, recusando-se a dizer quais. Objectivo, atemorizar.

Do outro lado da barricada, Ubuntu, Debian, RedHat e agora a Mandriva através do seu blogue, vem dizer que não concordam com esta espécie de protecção virtual sobre qualquer coisa pouco clara, e manifestam o seu descontentamento com o sistema de patentes em vigor. Para além do mais desafiam a Microsoft a expor quais as patentes que realmente estariam a violar antes de começar qualquer tipo de conversação.

Mas isto tudo tem um efeito perverso, que é o de dividir o mundo pinguim entre aqueles que seguem o caminho fácil e os que continuam a acreditar na liberdade do código aberto. Esta cisão poderá servir como catalisador para algumas companhias menos ousadas, mas será também uma oportunidade para os resistentes. Inúmeros colaboradores dos projectos linux fazem-no por causa dessa fidelidade ao open-source. Acredito que as empresas que agora se submetem ao jugo da Microsoft se vão diluir, perder expressão e ter dificuldade em angariar novos membros para as suas respectivas comunidades, sabendo que tudo para o que trabalharem estará à distância de uma simples decisão de Redmond de acabar. As que não vergarem irão granjear o respeito e o apoio dos inúmeros colaboradores que tem e eventualmente irão acabar por ir buscar massa cinzenta às primeiras. Terão algumas dificuldades, nomeadamente no que diz respeito a manter a imagem do linux contra as campanhas de FUD (Fear, uncertainty and doubt) que a Microsoft amiúde produz, mas manterão a sua integridade e o respeito de quem colabora com eles.

Posso estar enganado, mas no futuro sairão vencedores aqueles que agora, mesmo passando algumas dificuldades, se opuserem a essa lógica mafiosa da protecção arbitrária, apenas porque a Microsoft diz que precisam de protecção. Faz-me lembrar os sistemas de protecção da máfia nova iorquina que se vêem nos filmes. “Ou pagas ou venho aqui e parto-te a casa toda. Por isso precisas de protecção”. Eu chamo-lhe extorsão.