Ainda sobre o Tibete

A tocha olímpica anda a passear pelo mundo dos protestos. Vale a pena continuar a teimar em levar uma tocha que ninguém quer, excepto o comité olímpico, a uns jogos que todos os políticos envergonhados não vão assistir por causa dos compromissos de calendário e onde os atletas se arriscam a ser vistos como “peseteiros” em busca de dinheiro dos patrocínios?

Eles acham que sim… mas no Tibete apenas vão ver as balas da polícia chinesa.

E a última sobre o assunto é que o Tibete não é caso para se falar ou pensar. O Comité Olímpico, essa organização tão humana, avisou que qualquer atleta que leve uma bandeira do Tibete e a mostre, mesmo que seja dentro do seu quarto do aldeamento olímpico, será expulso dos Jogos ao abrigo das leis anti-propaganda.

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Nobel da Paz para Al Gore

O Expresso escreveu um artigo sobre o prémio Nobel Al Gore aproveitando a entrevista da passagem dele por Lisboa. O curioso é o título “O mundo está à espera que Bush passe à acção“.

A meu ver neste momento “O mundo está à espera que Bush passe.” Para que o mundo possa continuar e possa corrigir os erros dele.

A culpa é do Governo

O mar avançou pela costa dentro, e a culpa é do governo… claro. (Apesar do governo ter culpa em muita coisa, acho que ainda não veio dizer que manda no Atlântico… acho eu, que com o Socrates nunca se sabe…)

Mas eles andavam cegos até agora?

Diz o público:

Relatório publicado pela Comissão Europeia
Programas informáticos de código aberto são positivos para competitividade na Europa
17.01.2007 – 20h22 Lusa

A utilização de programas informáticos “open source” (código aberto) pelas empresas pode ajudar a poupanças consideráveis, resultando num impacto positivo na competitividade na Europa, indica um relatório publicado pela Comissão Europeia.

Mas foi preciso haver um relatório para se perceber isto? Ou será que só agora porque há um relatório é que a coisa é oficial?

Gosto ainda de outra consideração que está no relatório que diz que o fomento do open source devia ser incentivado, assim como a sua introdução no ensino. (Estámos em 2007, só agora é que se lembraram disto? Quanto temos que competir com a Índia por exemplo? Ou o Brasil?)

Mas costuma-se dizer: Mais vale tarde que nunca… e já agora quem é que será que vai baixar os preços do Windows Vista nos próximos tempos para a Europa? Hm?

o Iraque, mais uma vez

Depois de ter dado a Saddam Hussein a vitória que ele tanto desejava, matando-o (que talvez na história fique escrito como assassinado) daquela forma ingóbil para uma civilização do século XIX, Bush prepou a nova estratégia para o Iraque, que em vez de passar pela saída, passa pelo aumento de tropas. Depois já se dizer que o Iraque se está a transformar num novo Vietnam, o New York Times fez uma peça sobre os preparativos das forças conjuntas para o combate ao dito terrorismo.

Queixam-se os americanos da falta de colaboração das próprias forças políticas que colocaram no poder e o que me adimira é que os americanos se questionem a propósito disso. Afinal os americanos invadiram um país. Naturalmente todos os iraquianos se perguntam “Quando é que estes tipos se vão embora?“. Será que não entendem que mesmo entre aqueles que os apoiam, a dada altura eles não querem ter a força ocupante lá e quanto mais tempo passar mais se vão opor à sua presença? Será que isto não é óbvio?